Em O livro por vir, Maurice Blanchot diz que a literatura vai para sua essência, que é o seu desaparecimento, já que no passado a arte estava mais próxima do absoluto, da glória. Então nos mostra um Mallarmé que se vira para uma busca obscura e contraria o pensamento dizendo "não sou eu que falo, é o deus que fala por mim", propondo assim o desaparecimento do sujeito, a neutralidade e, com isso, afirmando que arte, obra, verdade e linguagem são postas em causa e entram em um "espaço de risco".
Sobre o devir, Blanchot entende que tem de haver atração para a "obra" acontecer; para ele, "o que atrai o artista não é a obra, mas a busca da obra", pensamento compartilhado, segundo ele, por Valéry e Kafka quando dizem "toda minha obra não passa de exercício"
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