terça-feira, 18 de novembro de 2014

Não se deixar impressionar...


Se este CHAMADO da mais extrema SINALIZAÇÃO sucede ainda abertamente, ou se a necessidade emudece e falta todo o domínio, e se, quando o CHAMADO tem lugar, é então percebido, se o SALTO na CLAREIA e, com ele, a partir de sua VERDADE, a VOLTA se faz ainda história,  nisto se decide então o futuro do homem. Ele poderá ainda espoliar e devastar o planeta com suas maquinações ainda por séculos, o gigantismo deste impulso pode desenvolver-se até o inimaginável e assumir a forma de um aparente rigor todo poderoso, de disciplinar o deserto do mundo como tal;  a grandeza do SER, ainda assim, permanece oculta, posto que não tem ainda lugar decisão alguma a respeito da verdade e não verdade e sobre sua essência: tão somente se calcula o saldo do êxito e o fracasso das maquinações, e esse cálculo se estende até uma pretensiosa ''eternidade'', que não é, afinal de contas, eternidade nenhuma, apenas o o etcétera infinito da fugacidade completamente devastada; se não é desejada a VERDADE DO SER, se nosso questionamento não é movido pela vontade de saber e experimentar, se subtrai do espaço-tempo o próprio instante, o relampejar do SER que provém do pensamento meditante e poético, simples e jamais calculável. Pode então significar que quando uma civilização tecnológica atinge o seu auge é difícil alcançar um resultado qualquer resistindo, opondo-se diretamente às forças em movimento. A corrente é muito forte e qualquer um correria o risco de ver-se arrastado. O essencial é não se deixar impressionar por aquilo que parece todo-poderoso, nem tão pouco pelo triunfo aparente das forças da época. Privadas de ligação com qualquer princípio superior, na realidade estas forças têm um campo de ação limitado. Desde há séculos que, primeiro insensivelmente, depois com a rapidez de uma massa que se desmorona, variados processos têm vindo a destruir no Ocidente todo e qualquer ordenamento normal e legítimo dos homens e a falsear as mais elevadas concepções do viver, do agir, do conhecer e do combater. E ao motor desta queda, à sua vertigem, à sua velocidade, foi chamado «progresso».

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