segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O sagrado começa na nossa própria mente...

Para os habitantes indígenas da América, toda a natureza é como um SUTRA sempre aberto no qual sepode ler a mensagem multiforme do Grande Espírito.O Dharma das formas é como uma ciência de recordatórios em ação recíproca; neste sentido nossa sensibilidade veio se atrofiando gradualmente pelo peso de uma modernização industrial e tecnológica crescente. O trabalho de se reexercitar a ler os signos da natureza dia após dia e hora após hora ao estilo Pele Vermelha constitui uma Upaya de grande poder e sutileza. Essa qualidade cultural, cosmogônica, se traduz em um respeito para com o entorno (incluindo a natureza, nossos semelhantes, os objetos materiais e a si mesmo), fortalece a tolerância como princípio de interação, e de algum modo impregna tudo com um sentido transcendental, mais além do cultivo massivo do ego.

 Este tema chama a atenção para a necessidade de voltarmos a ritualizar nossos atos, e de perceber em tudo um porção da Divindade... durante essa travessia imaginária, a ressacralização de tudo e todos, há certos pontos cruciais que devem receber mais atenção:   

 Por exemplo: A ARTE,

historicamente uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do ser humano, e que por diversas razões se viu nos últimos séculos aprisionada em sofisticadas abstrações, ecos de glamour, mercantilização, e fórmulas pré-estabelcidas.. por isso deveríamos, além de honrar sua potencial natureza como catalizadora de fluxos conjutos, como recurso para questionar e como superfície privilegiada para interpretarmos a nós mesmos, retomar sua função histórica de veículo para se conversar em alto nível com a Divindade, para explorar as fronteiras de outros planos, e para comunicar com entusiasmo os resultados de tais explorações.
Outro exemplo: O SEXO,

A prática do sexo, uma das forças dominantes da natureza humana, teria que, longe da sua satanização moralista ou, por outro lado, da sua mortificação através de uma libertinagem frívola e deprimente, reencontrar-se com sua essencia sacra, em sintonia mesmo com os preceitos eternos de diversas tradições espirituais,desde o Tantrismo até a Alquimia Medieval, que sempre atribuíram ao sexo uma condição de portal para se acessar a fonte ou origem unitária do Todo 

Em todo caso, podemos lembrar aqui das palavras de  Ralph Waldo Emerson, o sagrado começa na nossa própria mente

Nenhum comentário:

Postar um comentário